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Acabar-Começar

por ana, em 27.12.11
Neste final-começo-de-ano ando a reler Mau Tempo no Canal

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FESTA DOS RAPAZES


No nordeste transmontano há por todo o lado as festas dos rapazes. No concelho de Vinhais (Ozinhão), de Vimioso ou Bragança (Vorge, Laviados, Babe) ou Miranda, os rapazes organizam as suas festas. Juízes e meirinhos, mascarados, lutas livres, orações, gaiteiros e alvoradas, refeições colectivas e vigílias. Por todo o lado, com algumas variantes, organizam-se rituais de uma expressão cultural única. Assim se passa o solstício do Inverno. Começa a crescença dos dias.



imagem furtada daqui

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- Portaste-te bem?
- Sim
- Então vais ter muitos presentes
- Vou ter cinco... Tu acredistas no Pai Natal?
- Claro que sim
- Mas a minha casa não tem chaminé, eu deixo as janelas todas fechadas como é que ele entra?
- Sabes? O Pai Natal para os meninos que não têm chaminés, pede à fada sininho, de quem ele é amigo, para o transformar num fantasma fura-paredes.
- Mas se ele é fantasma porque é que nunca tive um presente fantasma?
- Se tivesses um presente fantasma quando lhe tocasses ele desaparecia
- Estás a brincar comigo ou a falar verdade?
- A falar verdade porque acredito no Pai Natal
- Eu não...mas vou pensar.

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Feliz Natal

por ana, em 24.12.11
daqui

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Entram na Igreja do Convento das carmelitas de Santo Alberto, dentro do museu. Sara genuflecte, benze-se e traça sobre ele o sinal da cruz.Há um presépio escuro e delicioso como um brinquedo que se vai animar dentro da sua caixa vidrada. tem casas muradas com os seus pátios de forno de pão, figurinhas que trepam escadas e escarpas numa labuta e cujas cores se tinham aprofundado desde o tempo em que haviam sido o mimo do barrista, pastores afadigam-se por trilhos no gesto gracioso de vir ajoujados com o anho; havia lavadeiras com o rolo na cinta e os reis ainda iam ao cimo, na orla da estrela, com as mulas e os dromedários de duas bossas aparelhados como os de ricos-homens da Renascença. A Salomé dançava com Herodes, pequena e de túnica curta como a menina impúbere que era e a Sulamita descia, tão formidável como um exército com bandeiras para a diminuta estrebaria num elefante ajoujado do coxim e da harpa. Os anjos eram gordos e profusos com as carinhas néscias e as assinhas de pinto. O Menino ao relentonas palhas, sua Mãe e se pai putativo eram um pouco maiores. O artista esmera-se num cão que contemplava o menino sentado nos quartos, a cabeça à banda em santa perplexidade e contentamento.
Maria Velho da Costa, Missa in Albis, Publicações Dom Quixote, 1988

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Amanhecer do 1º dia de Inverno

por ana, em 22.12.11



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O meu doce de Natal

por ana, em 20.12.11
Bilharacos

Não sigo a receita original. Sim, deve-se cozer, ( e segundo a Dª Isabel. a quem vou amanhã aviar-me, para cozer abóbora só uma salpicada de água no fundo do tacho), 4 kg de abóbora, com uma pitada de sal, para a colocar ,de um dia para o outro, a escorrer: sugiro o saco do pão, saco bem apertado pendurado na torneira do lavatório da cozinha.
Abóbora escorrida vamos dar-lhe consistência: como considero que a abóbora já é doce para acrescer aos 200 gr de farinha, em vez dos 800 gramas de açucar da receita original, condescendo os 450 gr. Mas em vez dos 6 ovos inteiros, uso 6 gemas e 7 claras batidas em castelo. Junto-lhe a raspa de uma laranja, mas também um pouco do sumo.

Não faço bolas: utilizo a técnica de armar, com colher de sopa, como se fossem pasteis de bacalhau, quando os levo a fritar em óleo bem quente.

Depois de escorridos polvilham-se com açucar e canela. Aqui também há um truque: só os polvilhar quando estão mornos, morninhos.

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Do primeiro e último parágrafo

por ana, em 18.12.11
O homem acordou apavorado porque a campainha não era a do despertador. Mas no gesto de sempre que acordava, estendeu ao braço esquerdo, e a mulher não estava ao lado dele. Isso acabou de puxá-lo para fora do sono, e então percebeu que era a campainha do telefone.


______________

Os minutos decorriam e ele não conseguiu adormecer. Pareceu-lhe que nunca mais ia conseguir adormecer .



Nuno Bragança, Directa, Moraea editores, Círculo de Prosa,1977






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